Qual o risco de investir no Tesouro Direto?

Se você está convencido de que é importante investir o seu dinheiro para conquistar a independência financeira, provavelmente já ouviu falar do Tesouro Direto e das suas vantagens, certo?  Mas afinal, essa modalidade de investimento é realmente mais vantajosa? Quais os riscos de se investir no Tesouro Direto?

Depois de como aprender a poupar dinheiro, a preocupação de todo investidor é saber como será a rentabilidade de suas aplicações. Hoje vamos resolvê-la de uma vez por todas.

Primeiro, é importante ressaltar que nenhum investimento é 100% livre de riscos. Ainda que seja muito baixo, o risco sempre existe. Por isso, o mais importante é avaliar quais opções são mais ou menos arriscadas. Lembrando que quanto maior risco, maior a possibilidade de ganho. Para isso, é fundamental entender cada modalidade de investimento.

O que significa investir no Tesouro Direto?

Investir no Tesouro Direto significa comprar títulos públicos da dívida federal. Assim, aqueles que compram esses títulos, ou seja, os investidores do Tesouro Direto, estão emprestando dinheiro para o governo. E ele se compromete a devolver o valor na data de vencimento do papel acrescido de juros.

Isso significa que o governo federal é o devedor e o responsável por retornar o dinheiro ao investidor. Por esse motivo, o risco para o credor é o Tesouro Nacional não pagar o valor combinado no momento da compra. Naturalmente, isso é muito difícil de acontecer quando o devedor é o governo federal e nós vamos explicar porque.

Em primeiro lugar, os títulos vendidos pelo Tesouro Direto correspondem a uma parcela irrisória da dívida pública. Isso quer dizer que, no caso de um possível calote, outros credores do governo, como os bancos e as empresas sofreriam prejuízos antes das pessoas físicas.

Além disso, deixar de pagar os títulos públicos seria muito desvantajoso para a economia do país. Muitos detentores dos títulos são empresas que teriam grandes perdas caso não recebessem a remuneração dos seus papéis. Ser um mal pagador também afastaria os investimentos no país gerando um efeito bola de neve.

Para afastar esse risco, o governo ainda teria diversas formas de driblar uma situação econômica adversa e honrar suas dívidas. A mais simples dela é a própria emissão de reais, uma vantagem inexistente para instituições financeiras.

Portanto, considerando o risco de calote, investir no Tesouro Direto é bastante seguro. Superada essa dúvida, a segunda mais comum é…

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Posso perder dinheiro no Tesouro Direto?

A resposta é: depende. O Tesouro Direto é um investimento de renda fixa, isso significa que o investidor sabe, no momento da compra, qual vai ser a remuneração dos títulos. Assim, se o detentor dos títulos mantê-los até a o prazo combinado, ele terá o seu retorno, como vimos anteriormente.

Mas, caso decida resgatar o dinheiro antes da data de vencimento, pode ter prejuízos com as oscilações de preço dos títulos. Para entender como isso funciona, vamos explicar cada uma das cinco formas de investir no Tesouro Direto e os riscos que elas podem oferecer nesse cenário.

riscos de investir no Tesouro Direto

Risco do Tesouro Prefixado e do Tesouro Prefixado com Juros

No Tesouro Prefixado, o investidor já sabe que o valor resgatado na data do vencimento será o valor de face do título. Esse valor corresponde a R$ 1.000,00 por título. Assim, esse é um título interessante para quem tem uma meta exata de quanto quer resgatar e está disposto a esperar até o final do prazo.

O preço pago por cada título varia de acordo com a taxa de juros no momento da compra. De maneira simplificada, quando a taxa de juros está mais baixa, o título está mais longe de atingir o seu valor de face e, por isso, o preço a se pagar por ele será maior. Ao contrário, quando a taxa de juros está mais alta, o preço do título cai.

Por isso, se o investidor decidir vender os títulos antes da data de vencimento, precisa estar atento às oscilações do mercado. Se vendê-los em um momento em que a taxa de juros está mais alta, o preço que será pago pelos títulos será necessariamente menor. Nesse caso, terá prejuízo.

O mesmo acontece com o Tesouro Prefixado com juros. A única diferença entre os dois títulos é que na segunda modalidade o investidor recebe uma antecipação semestral da rentabilidade do título.

Risco do Tesouro IPCA e Tesouro IPCA com juros

Esses títulos também possuem um valor de face de R$ 1.000,00. Mas, acompanham a variação da inflação. Isso significa que, na data do vencimento, o investidor recebe o valor dos papéis corrigidos pela inflação mais os juros. Como na modalidade anterior, o Tesouro IPCA com juros paga a rentabilidade semestralmente.

Devido a essa característica, o risco de ter prejuízo segue a mesma lógica do Tesouro Prefixado: vendê-los quando estão os títulos estão em baixa.

Esse é uma modalidade recomendada para quem quer investir a longo prazo, como para a aposentadoria. O motivo é que ao acompanhar a inflação, ela protege o seu poder de compra. Porém, esses títulos têm prazos longos. Se não tem certeza de que vai levá-lo até o vencimento, vale a pena considerar outras modalidades que permitem resgate rápido.

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é um título pós-fixado, ou seja, o rendimento do título é definido na hora do resgate. A rentabilidade acompanha a variação diária da Taxa Selic, a taxa de juros básica. Assim, quando a taxa sobe, o título rende mais, quando desce, rende menos. Mas ainda assim rende.

Essa característica faz com que o Tesouro Selic seja considerado o mais seguro de renda fixa para os investidores. Ele é favorável especialmente para quem não sabe ao certo se vai mantê-lo até a data de vencimento. Isso porque, como ele acompanha uma taxa que é atualizada diariamente, o título não fica desvalorizado.

Avaliando essas características, podemos concluir que o Tesouro Direto ainda é um dos investimentos mais seguros e acessíveis. Uma boa opção para quem quer fazer as suas economias renderem.

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